Dos jogos de futebol que davam na tasca enquanto tudo assistia eufórico e nós bebíamos minis e comiamos tremoços mergulhados nos nossos mundos, rindo da nossa loucura;
Do cheiro a relva;
De gargalhadas incómodas no meio de silêncios gelados;
Desse corpo quente...
Dos cigarros fumados as 8h da manhã fizesse chuva ou sol;
Dos conselhos dispensáveis da senhora do club de vídeo, quando a pergunta era: "dê-me o filme de terror mais assustador que tiver";
De uma voz que em tempos dizia: vem cá ver quem está aqui...
De outra que me dizia: "oh Mari Crica, senta aqui e conta me novidades";
De queimar os dedos com o pão acabado de fazer;
De apanhar caracóis;
Da ansiedade da véspera de Natal;
De fulano, de beltrano e de cicrano...;
De ouvir: " tu não perdoas";
De comer ervilhas com ovos;
De acordar com a dalila e com o bupsi;
Das idas diárias à biblioteca e de ouvir o tacão das botas da Isabel;
Das viagens de Zé e do Cd da Bombaaaaaaa;
De dizer: "Pareces uma bombaaaaaa";
Do calor;
De acordar e dizer: "Eichhhhh";
De sumo de laranja;
Tuas.. aqui...
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