by me
[Não sei se o tempo é isto assim, incontrolável, contínuo. Não sei se o tempo somos nós que o fazemos ou se precisamos de tempo para sermos o que somos ou o que podemos ser. Não sei se preciso de mais tempo para mim ou de tempo para perceber que afinal o tempo que tenho é suficiente. Não sei se o tempo que me resta chega para tudo o que quero ou se preciso de ganhar tempo num jogo qualquer, onde os dados são jogados de olhos fechados. Arriscar não é tempo perdido, é só uma jogada no escuro.
O tempo que sou, o tempo que dou, o tempo que tenho para dezassete minutos de cumplicidade ou apenas para aquilo que é dificil explicar e, ao mesmo tempo, tão fácil de perceber. Afinal, o tempo também é feito de muitas dúvidas e algumas certezas e "e agora?", é só uma pergunta que continua difícil de responder.]

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